Domingo, 23 de Novembro de 2008

Reprodução Assexuada

        A reprodução assexuada permite a formação de novos indivíduos a partir de um só progenitor, sem que haja a intervenção de células sexuais — os gâmetas. Deste modo, não há fecundação e, consequentemente, não ocorre formação do zigoto.

 

A reprodução assexuada pode manifestar-se através de uma multiplicidade de processos que possuem em comum as seguintes características:
§         São rápidos e conduzem à obtenção de um elevado número de descendentes, o que permite uma rápida dispersão das populações;
§         Apenas um progenitor é necessário para originar descendentes, o que representa uma economia de energia;
§         Os descendentes possuem a mesma informação genética entre si e, por sua vez, igual à dos progenitores, que se reflecte no facto de possuírem as mesma características estruturais e funcionais.
§         Ocorrem quando as condições ambientais são favoráveis, permitindo crescimentos acentuados nas populações.
 
Existem vários processos de reprodução assexuada. Os mais comuns são os seguintes: bipartição, fragmentação, gemulação, partenogénese, multiplicação vegetativa e esporulação.
 
Bipartição
Uma célula divide-se em duas células-filhas aproximadamente iguais. Este processo é frequente em seres unicelulares (ex. paramécia) e também pode ocorrer em seres pluricelulares (ex. planária).
 
 
 
Fragmentação
Fragmentação do organismo em diversas porções, sendo cada uma delas capaz de regenerar as partes em falta para construir um novo organismo completo. Ocorre em seres pouco diferenciados (ex. estrela-do-mar) e em algas (espirogira).
 
 
Gemulação
Na superfície da célula ou indivíduo forma-se uma dilatação – gomo – que dá origem a um novo organismo após um processo de crescimento e separação. Ocorre em seres unicelulares (ex. leveduras) e em seres pluricelulares (ex. esponja).
 
 
Partenogénese
Formação de um novo indivíduo a partir de um óvulo não fecundado. Ocorre em abelhas, pulgões, e nalguns peixes, anfíbios e répteis.
 
 
Multiplicação vegetativa
Certas estruturas vegetais pluricelulares originam, por diferenciação, novas plantas. Os casos mais comuns ocorrem a partir de folhas, caules aéreos, estolhos (ex. morangueiro), rizomas (ex. fetos), tubérculos (ex. batateira) e bolbos (ex. cebola).
 
 
Esporulação
Formação de células reprodutoras especiais – os esporos – que, por germinação, originam novos seres vivos. Comum em fungos (ex. bolor-do-pão) , algas e plantas (ex. fetos e musgos).
 
 
 
A produção de indivíduos geneticamente iguais chama-se clonagem. Esta designação pode ser atribuída a qualquer processo de reprodução assexuada e os indivíduos assim originados constituem clones.
 
 

 

publicado por Soraia às 16:38
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