Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Lamarckismo

Lamarck é uma figura de referência na história do evolucionismo, pois foi o primeiro a apresentar uma teoria explicativa coerente sobre os mecanismos de evolução. Este admitia uma progressão constante e gradual dos organismos mais simples para os mais complexos. Esta progressão ocorreria segundo dois princípios:

 
Lei do uso e do desuso
Segundo Lamarck, o ambiente é o principal agente responsável pela evolução dos seres vivos. A necessidade que os seres sentem de se adaptar a novas condições ambientais, resultantes de alterações do ambiente, conduz ao uso e ao desuso contínuo de certos órgãos. Deste modo, a função que o órgão desempenha acabará por determinar a sua estrutura como forma de adaptação ao meio.
Por exemplo:
 
O pescoço alongado da girafa foi obtido graças ao hábito de este animal alongar a cabeça em busca das folhas de certas árvores de que se alimenta - desenvolvimento do órgão pela necessidade de adaptação ao meio.
 
 
 
Os espinhos que estão presentes no cactos são folhas que se modificaram ao longo da evolução, fazendo com que a perda de água seja menor. 
 
 
Nas aves nadadoras, as membranas existentes entre os dedos dos pés das aves nadadoras surgiram pela decorrente necessidade de nadar.
 
 
 
 
Lei do uso e do desuso
Lamarck considerava que as transformações sofridas, provocadas pelo ambiente, quer no sentido do desenvolvimento do órgão quer da sua atrofia, eram transmitidas à descendência. Essas pequenas transformações, ao acumularem-se ao longo de gerações sucessivas, provocariam o aparecimento de novas espécies, funcionando assim como o principal factor de evolução.
  
 
Críticas ao Lamarckismo

Podemos concluir que a teoria de Lamarck, apesar de considerar o fenómeno de adaptação ao ambiente, é bastante contestada, pois se é certo que o uso desenvolve as estruturas - lei do uso-, já não é certo afirmar-se que a descendência herdará essas estruturas com esse grau de desenvolvimento - lei da herança dos caracteres adquiridos. Hoje sabe-se que nenhuma alteração dos orgãos provocada por factores ambientais se transmite à descência, o que retira suporte à hipótese de Lamarck. Apenas se pode afirmar que as únicas alterações que se transmite à descendência são as que modificam o material genético dos gâmetas.

 

 

No seguinte vídeo, explica-se o que Lamarck defendia:

 

publicado por Soraia às 21:53
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