Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Neodarwinismo

O desenvolvimento da genética, no decurso do século XX, permitiu colmatar as lacunas da teoria de Darwin.

A teoria neodarwinista, ao contrário da teoria darwinista, é uma teoria completa, na medida em que explica as causas da variabilidade intra-específica (variabilidade genética) existente nas populações que sofrem evolução.

 

 

O Neodarwinismo engloba duas ideias fundamentais:

- Variabilidade genética

- Selecção Natural

 

A Teoria Sintética da Evolução admite que as populações constituem unidades evolutivas e apresentam variabilidade sobre a qual a selecção natural actua. A variabilidade das populações resulta das mutações e da recombinação génica (meiose e fecundação).

 

Mutações

São alterações bruscas do património genético, podendo ocorrer a nível dos genes – mutações génicas – ou envolver porções significativas de cromossomas – mutações cromossómicas.

A grande maioria das mutações torna os indivíduos inviáveis ou com menor aptidão para o meio. Por essa razão, esses indivíduos e, portanto a alteração genética, tendem a desaparecer.

Raramente a mutação confere vantagens ao indivíduo portador, tornando-o mais apto, vivendo mais tempo e reproduzindo-se mais. Desta forma, as alterações genéticas vão sendo, de geração em geração, introduzidas na população.

 

Recombinação Genica

Resulta da meiose e da fecundação. Durante a meiose, os fenómenos de crossing-over conduzem à recombinação entre os cromossomas homólogos. Por outro lado, as células-filhas irão possuir diferentes combinações de cromossomas da linhagem paterna e da linhagem materna.

 

 

 

A fecundação é outro fenómeno que contribui para a recombinação génica. Por um lado, em termos genéticos, poder-se-á considerar que os indivíduos se reúnem ao acaso para originar descendentes. Por outro lado, cada indivíduo produz um enorme número de gâmetas diferentes, que se unirão de forma aleatória. Por estas duas razões, a variedade de zigotos que pode ser produzida é enorme, originando-se, assim, uma gigantesca diversidade de indivíduos.

A variabilidade genética é o substrato sobre o qual actua a selecção natural. Cada indivíduo é portador de uma determinada carga genética, que lhe confere um determinado conjunto de características. Os indivíduos portadores de características que o tornam mais apto para um determinado meio serão seleccionados, em detrimento de outros que apresentem conjuntos de características menos vantajosas.

As populações são formadas por indivíduos que podem ser, mais ou menos, semelhantes entre si. Quanto maior for a diversidade de indivíduos de uma determinada população, maior será a probabilidade de essa população sobreviver se ocorrerem alterações ambientais. Isto porque maior será a probabilidade de existirem indivíduos com características que os tornem mais aptos para esse novo ambiente.

 

 

 

 

Em oposição, as populações com uma baixa diversidade, embora possam estar muito bem adaptadas a um determinado ambiente, podem ser rapidamente eliminadas se ocorrerem modificações ambientais.

O conjunto de genes que um indivíduo possui torna-o mais ou menos bem adaptado a um determinado ambiente. Se esse conjunto de genes  lhes conferir vantagens, então esses indivíduos reproduzem-se mais e os seus genes tendem a surgir com frequências cada vez maiores nas gerações seguintes.

Pelo contrário, se o conjunto de genes da qual um indivíduo é portador o torna menos adaptado, ele deixará menos descendentes e a frequência dos seus genes tenderá a diminuir nas gerações seguintes.

 

 

  

 

Aqui fica um vídeo onde se explica esta teoria:

 

 

 

publicado por Soraia às 21:06
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