Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Notícia: Darwin

 O cientista Kevin Foster, refuta a ideologia de Charles Darwin defendendo que a cooperação e o altruísmo são as formas usadas pelos seres vivos para sobreviver.

A seguir deixo uma notícia, aquando a passagem do cientista por Portugal.
 
 
Cooperação pode ser forma de sobrevivência
 
Alternativa. O britânico Kevin Foster defende, ao contrário da teoria desenvolvida por Charles Darwin, e seguida durante séculos, que a cooperação entre elementos da mesma ou diferentes espécies pode ser a melhor forma de o grupo se desenvolver. Teoria que apresentou sexta-feira passada no Porto

Foster faz alerta para falhas na teoria de Darwin

Está assente na sociedade actual a teoria da evolução das espécies desenvolvida por Charles Darwin, cujo princípio reside na ideia de que só os melhores indivíduos de uma espécie conseguem sobreviver. Teoria que Darwin aplicou sobretudo ao nível biológico, mas que, com o passar dos anos, acabou por ser aplicada também ao nível da competição económica e social.

Porém, ao longo dos anos, cientistas houve que afirmaram que a teoria darwinista continha pontos inexplicáveis. Tal visão é actualmente seguida pelo britânico Kevin Foster. No entender deste jovem cientista de 32 anos, que tem dado continuidade ao trabalho desenvolvido por William Hamilton, existem casos de cooperação entre indivíduos que não encaixam no princípio básico de Darwin. Por isso mesmo, Foster defende que o altruísmo é uma das formas que a natureza encontra para se valer a si mesma. Contrariando, desta forma, a "lei do mais apto", derivada da visão original de Darwin. Uma nova abordagem que, no entender de alguns elementos comunidade científica internacional, poderá pôr em marcha o repensar das sociedades actuais.

Isso mesmo procurou demonstrar sexta-feira, num simpósio subordinado ao tema "Homeostasia, a luta pelo equilíbrio?", realizado no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), no Porto. Durante o discurso Kevin Foster frisou que "a cooperação está em todo o lado". "Os genes juntaram-se nos genomas, as células trabalham juntas nos organismos multicelulares e os animais cooperam nas sociedades", defendeu o jovem cientista. Que lembra, porém, que esta é uma tese que afronta a teoria darwinista da competição como melhor estratégia para o sucesso.

Para melhor clarificar a tese, Foster exemplificou com experiências realizadas em laboratório e cujos resultados, afirmou, comprovam que a cooperação entre elementos da mesma espécie é a melhor forma de sobreviverem. Cooperação que, defendeu, em alguns casos, é levada ao extremo e só através do sacrifício as células conseguem sobreviver.

Um dos exemplos que Kevin Foster usa parte do caso do corpo humano, em que as células são geneticamente idênticas pelo que não há qualquer conflito nas tarefas que cada uma tem de desempenhar no organismo. Porém, defende o sociobiólogo britânico, existem grupos que não contêm matéria genética idêntica, pelo que não se justificaria esta cooperação entre espécies.
 
In:dn.sapo.pt/2008/06/16/ciencia/cooperacao_pode_forma_sobrevivencia.html
publicado por Soraia às 18:52
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Argumentos a favor do evolucionismo

Argumentos de anatomia comparada

Baseia-se no estudo comparado das formas e estruturas dos organismos com o fim de estabelecer possíveis relações de parentesco entre elas. A presença de órgãos homólogos, análogos e vestigiais são provas importantes que evidenciam relações filogenéticas ou de parentesco entre diferentes espécies, realçando a unidade existente entre as diferentes formas de vida consideradas.
 
Estruturas homólogas – São estruturas que apresentam uma origem embriologia semelhante, a mesma posição relativa, mas podem ter aspecto e funções diferentes.
Resultam da acção da selecção natural sobre grupos de seres vivos provenientes de um grupo ancestral com um que colonizaram diferentes habitats e, por isso, sofreram pressões selectivas distintas. Esta situação é designada por evolução divergente.
 
 
 
 
Estruturas análogas – são estruturas que apresentam um plano estrutural e uma origem embriológica diferentes, mas que desempenham a mesma função. Resultam de pressões selectivas semelhantes sobre indivíduos provenientes de grupos ancestrais diferentes mas que ocuparam meios semelhantes, esta situação é designada por evolução convergente.
 
 
Estruturas vestigiais São órgãos atrofiados que não apresentam uma função evidente nem importância fisiológica num determinado grupo de seres vivos. Porem, noutros grupos, estes órgãos podem apresentar-se bem desenvolvidos e funcionais. Revelam relações de parentesco entre os grupos de seres vivos e a mutabilidade das espécies.
 
 
Argumentos Paleontológicos
O estudo do registo fóssil de espécies extintas (que não têm representes actuais, contrariando assim a imutabilidade das espécies, na medida em que levam a admitir que a Terra foi habitada, ao longo do tempo, por formas diferentes de seres vivos) permite a elaboração de fortes argumentos a favor do Evolucionismo. Para além de ter permitido pôr em causa a ideia da imutabilidade das espécies, permitiu definir percursos evolutivos de determinados grupos através do levantamento das modificações sofridas ao longo do tempo.
A descoberta de fósseis de transição ou formas sintéticas (corresponde a forma que possuíam características que correspondem, na actualidade, a dois grupos diferentes de organismos) tem permitido o estabelecimento de relações filogenéticas entre diferentes grupos actuais. Documentos que permitem concluir que as espécies não são independentes quanto à sua origem, contrariando as ideias fixistas (Ex.: Archaeopteryx, Pteridospérmicas, Ichtyostega).
 
 
Árvore filogenética é um diagrama com diferentes ramificações que têm em conta a origem dos grupos a partir de ancestrais comuns. Os ramos destas árvores assinalam o aparecimento de novas formas de seres vivos.
 
 
Argumentos Citológicos
Consiste na constatação de que todos os organismos são constituídos pelas mesmas unidades básicas: as células. A uniformidade dos processos e mecanismos celulares pressupõe também uma unidade evolutiva (ex.: as semelhanças entre a estrutura das membranas sobre o processo de divisão celular).
 
 
Argumentos Embriológicos
 A Embriologia diz-nos que para os mesmos estádios de desenvolvimento existem analogias entre os indivíduos. Logo, é provável que haja um ancestral comum entre eles. A partir de um padrão muito semelhante nos estados iniciais, vão-se formando estruturas características dos adultos de cada espécie. Nos indivíduos pertencentes a espécies mais complexas, esse padrão sofre, geralmente, um maior número de modificações (quanto mais complexo é o animal, mais tempo demora a adquirir a forma definitiva, partindo desse padrão comum inicial).
 
 
 
 
Argumentos Bioquímicos
As provas bioquímicas apoiam a evolução na medida em que reforçam a ideia de origem comum dos diferentes grupos de seres vivos. Estes argumentos baseiam-se:
 
na semelhança existente entre os compostos químicos orgânicos (ex: no número e sequência de nucleótidos de DNA e no número, sequência e tipo de aminoácidos das proteínas);
 
 
 
nas vias metabólicas comuns (ex.: síntese de proteínas, processos respiratórios e modos de actuação das enzimas);
 
na universalidade do código genético e do ATP como energia biológica utilizada pelas céluas;
 
nas reacções sorológicas, baseadas também nas reacções específicas entre antigenes e anticorpos, importantes para esclarecimento de relações filogenéticas através dos mecanismos de aglutinação.
publicado por Soraia às 18:11
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Lamarck vs Darwin

No seguinte quadro apresenta-se as diferenças entre as prespectivas de Lamarck e de Darwin.

 

 

publicado por Soraia às 17:21
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Darwinismo

Darwin, aos 22 anos, partia abordo de um navio de armada britânica, o HMS Beagle. Nesta viagem, Darwin recolheu uma extensa quantidade de dados que mais tarde utilizou na fundamentação da sua teoria sobre a origem das espécies. Os dados mais importantes foram:

 
Dados da Geologia
Também a leitura da obra de Charles Lyell, mais especificamente, a Teoria do Uniformitarismo (princípio das causas actuais e gradualismo) influenciou Darwin: assim como acontecia com os fenómenos geológicos, também as espécies teriam evoluído lenta e gradualmente, modificando as características presentes nalgumas espécies. Os fósseis e fenómenos vulcânicos que Darwin tinha observado, contribuíram para a aceitação desta teoria por parte dele, assim como a idade da Terra estimada na altura (vários milhões de anos), que era considerada suficiente para permitir essa evolução lenta e gradual.
 
 
Como se pode observar pela seguinte figura, os fósseis apresentam diferenças de estrato para estrato.
 
 
 
Dados da Biogeografia
Darwin constatou que as espécies de Cabo Verde eram semelhantes às da Costa africana, mas diferentes das espécies das Galápagos.
A explicação encontrada por Darwin para esta situação foi a de que as espécies dessas ilhas eram mais parecidas com as do continente por partilharem um ancestral mais recente, logo as semelhanças seriam resultado de uma descendência comum.
Nas Galápagos, ao analisar tentilhões, Darwin apercebeu-se que estes eram diferentes de ilha para ilha. Mas apesar dessas diferenças apresentavam grandes semelhanças entre si. Também eram parecidos aos da costa americana. Portanto deveriam ter uma origem comum. As condições existentes em cada ilha condicionariam, então, a evolução de uma espécie de tentilhão, conduzindo à diversidade observada.
 
 
Mas não o observou somente com os tentilhões. Também com as tartarugas se passava o mesmo. 
  
 
 
Selecção natural
Darwin pôs em evidência o mecanismo essencial que dirige a evolução , a selecção natural. A selecção natural explica que os seres mais aptos sobrevivem e espalham na natureza os caracteres mais favoráveis. Dado que o ambiente não possui os recursos necessários para a sobrevivência de todos os indivíduos que nascem, deverá ocorrer uma luta pela sobrevivência durante a qual serão eliminados os menos aptos.
 
A teoria de Darwin pode ser resumida no seguinte raciocínio:
 
todas as espécies apresentam, dentro de dada população, indivíduos com pequenas variações nas suas características, como, por exemplo, na forma, no tamanho e na cor.
 
as espécies originam mais descendentes do que aqueles que podem sobreviver.
na luta pela sobrevivência, os descendentes que possuem variações vantajosas, relativamente ao meio em que se encontram, têm maior taxa de sobrevivência, sendo eliminados os indivíduos que possuem variações desfavoráveis – Selecção natural.
 
os indivíduos portadores de variações favoráveis transmitem as suas características à descendência.
a selecção natural, actuando ao longo de muitas gerações, conduz à acumulação das características mais vantajosas nos descendentes pelo que os indivíduos serão tão diferentes que eventualmente poderão vir a constituir novas espécies.

 

 

 

publicado por Soraia às 17:12
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Lamarckismo

Lamarck é uma figura de referência na história do evolucionismo, pois foi o primeiro a apresentar uma teoria explicativa coerente sobre os mecanismos de evolução. Este admitia uma progressão constante e gradual dos organismos mais simples para os mais complexos. Esta progressão ocorreria segundo dois princípios:

 
Lei do uso e do desuso
Segundo Lamarck, o ambiente é o principal agente responsável pela evolução dos seres vivos. A necessidade que os seres sentem de se adaptar a novas condições ambientais, resultantes de alterações do ambiente, conduz ao uso e ao desuso contínuo de certos órgãos. Deste modo, a função que o órgão desempenha acabará por determinar a sua estrutura como forma de adaptação ao meio.
Por exemplo:
 
O pescoço alongado da girafa foi obtido graças ao hábito de este animal alongar a cabeça em busca das folhas de certas árvores de que se alimenta - desenvolvimento do órgão pela necessidade de adaptação ao meio.
 
 
 
Os espinhos que estão presentes no cactos são folhas que se modificaram ao longo da evolução, fazendo com que a perda de água seja menor. 
 
 
Nas aves nadadoras, as membranas existentes entre os dedos dos pés das aves nadadoras surgiram pela decorrente necessidade de nadar.
 
 
 
 
Lei do uso e do desuso
Lamarck considerava que as transformações sofridas, provocadas pelo ambiente, quer no sentido do desenvolvimento do órgão quer da sua atrofia, eram transmitidas à descendência. Essas pequenas transformações, ao acumularem-se ao longo de gerações sucessivas, provocariam o aparecimento de novas espécies, funcionando assim como o principal factor de evolução.
  
 
Críticas ao Lamarckismo

Podemos concluir que a teoria de Lamarck, apesar de considerar o fenómeno de adaptação ao ambiente, é bastante contestada, pois se é certo que o uso desenvolve as estruturas - lei do uso-, já não é certo afirmar-se que a descendência herdará essas estruturas com esse grau de desenvolvimento - lei da herança dos caracteres adquiridos. Hoje sabe-se que nenhuma alteração dos orgãos provocada por factores ambientais se transmite à descência, o que retira suporte à hipótese de Lamarck. Apenas se pode afirmar que as únicas alterações que se transmite à descendência são as que modificam o material genético dos gâmetas.

 

 

No seguinte vídeo, explica-se o que Lamarck defendia:

 

publicado por Soraia às 21:53
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Fixismo vs Evolucionismo

Fixismo                                                                                                                                              Admite que as espécies, desde o seu aparecimento, são imutáveis, ou seja, não sofrem modificações.

 

 

Tem os seguintes ramos:

 
Criacionismo: defendia que todos os seres vivos tinham sido obra divina e que por isso eram perfeitos e não precisavam de sofrer alterações.
 
Teoria da geração espontânea: a vida surgia quando existissem condições favoráveis a isso.
 
 
Teoria Catastrofista: a existência de catástrofes naturais destruía determinados seres vivos, outras espécies existentes iriam povoar esses locais desabitados.
 
 
Evolucionismo                                                                                                                                                                            
Admite-se que as espécies se alteram de forma lenta e progressiva ao longo do tempo, originando outras espécies.
 
 
De entre os principais defensores das ideias de evolução destacam-se Lamarck e Darwin.
 
 
 
 
Num próximo post irei apresentar o que cada um propôs para explicar a evolução dos seres vivos.
publicado por Soraia às 00:04
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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Origem da Multicelularidade

As membranas internas das células eucarióticas permitiram, até certo ponto, contornar o problema da falta de superfície em relação ao volume da célula. Contudo, a logística necessária para levar a cabo o metabolismo celular limita o tamanho da célula, que não pode aumentar indefinidamente. O desenvolvimento de uma maior complexidade estrutural e metabólica foi conseguida através do desenvolvimento de organismos multicelulares. A cooperação e a divisão de tarefas torna possível a exploração de recursos que uma só célula não pode utilizar.

 
 
 
O primeiro passo na evolução para os organismos multicelulares terá sido a associação de organismos unicelulares em colónias.
Nalguns tipos de associação colonial relativamente simples, as células, após a divisão, mantêm-se unidas por uma matriz e são morfológica e fisiologicamente equivalentes, podendo, cada uma delas, dar origem a uma nova colónia. Em associações coloniais mais complexas, e envolvendo um maior número de células, verifica-se comunicação entre as células, coordenação das actividades celulares, especialização de células e divisão de tarefas.
A especialização e a cooperação permitem que as células se combinem, formando um organismo com mais capacidades do que cada uma das suas partes constituintes.
 
A Volvox é um exemplo de uma colónia, sendo de bastante importância já que se admite que a multicelularidade possa ter surgido na Terra por evolução de seres coloniais do tipo considerado.
 
 
O aparecimento da multicelularidade permitiu uma serie de tendências evolutivas que acabaram por conferir vantagens aos respectivos organismos, como:
a diferenciação celular, com a consequente especialização no desempenho de determinadas funções;
a diminuição da taxa metabólica e utilização mais eficaz da energia, resultado da diferenciação celular;
o aparecimento de seres de maiores dimensões que mantêm constante a relação superfície/volume das suas células;
uma maior diversidade de formas que conduziu a uma melhor adaptação aos diferentes ambientes;
uma maior autonomia em relação ao meio externo, dado que os sistemas de órgãos garantem que o meio interno mantenha um maior equilíbrio (homeostasia) face às flutuações do meio externo.
 
 
 
A origem dos eucariontes e a evolução da multicelularidade estiveram na origem de uma explosão da diversidade biológica.
 
publicado por Soraia às 22:34
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