Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Origem dos Seres Eucariontes

A vida é uma característica distintiva e única no planeta Terra. Esta surgiu, como o registo fóssil documenta, há cerca de 3800 M.a., nos oceanos primitivos. Os primeiros seres vivos teriam uma estrutura simples comparável à dos seres vivos actuais mais simples. Seriam unicelulares e de organização procariótica – seres procariontes. Estes seres colonizaram o planeta até há 1800 M.a. No final deste período, o registo fóssil documenta o aparecimento de formas celulares maiores e mais complexas – os seres unicelulares de organização eucariótica – seres eucariontes.
 
 
Existem três modelos para explicar o surgimento de células eucarióticas a partir de células procarióticas: o modelo autogénico, o modelo endossimbiótico, e um outro modelo que ainda não lhe foi atribuído nome.
 
 
Modelo Autogénico
Admite que a célula eucariótica terá surgido a partir de organismos procariontes por invaginações sucessivas de zonas da membrana plasmática, seguidas de especialização.
 
 
Modelo Endossimbiótico
Os seres eucariontes são o resultado de uma evolução gradual dos seres procariontes, onde houve uma associação simbiótica de vários ancestrais procarióticos. Este modelo defende que o sistema endomembranar ter-se-á originado por invaginações da membrana citoplasmática e que as mitocôndrias e os cloroplastos se desenvolveram a partir de células procarióticas que estabeleceram uma relação de endossimbiose com as células hospedeiras de maiores dimensões, passando a viver dentro delas. Os ancestrais das mitocôndrias seriam procariontes heterotróficos aeróbios e os ancestrais dos cloroplastos seriam procariontes fotossintéticos.
 
Vantagens da associação da célula hospedeira (anaeróbia e heterotrófica) com os ancestrais das mitocôndrias e dos cloroplastos:

-   maior capacidade de metabolismo aeróbio, num meio ambiente com a concentração de oxigénio livre a aumentar;

- maior facilidade em obter nutrientes, produzidos pelo endossimbionte autotrófico.

 
 
A interdependência entre hospedeiro e endossimbionte terá levado à formação de um único organismo.
 
Este modelo é apoiado pelas seguintes observações:

-     as relações de endossimbiose são relativamente comuns e verificam-se em organismos actuais;

-     as mitocôndrias e os cloroplastos assemelham-se aos procariontes actuais.

 

A semelhança entre mitocôndrias e cloroplastos é verificada através de vários aspectos, dos quais se salientam os seguintes:

-     o tamanho e a forma são semelhantes aos dos procariontes;

-     dividem-se por um processo semelhante à bipartição das bactérias;

-    possuem duas membranas; na membrana interna, localizam-se enzimas e sistemas de transporte como aqueles que são encontrados na membrana citoplasmática dos actuais procariontes;

-    possuem um genoma que consiste numa molécula circular de DNA, sem histonas associadas, como acontece na maioria dos procariontes actuais;

-    possuem ribossomas que são mais semelhantes com os ribossomas das células procarióticas do que com os ribossomas da própria célula eucariótica a que pertencem.

 
Todos os organismos eucariontes possuem mitocôndrias, mas apenas os autotróficos têm cloroplastos, o que leva a supor que a endossimbiose com os ancestrais das mitocôndrias terá sido anterior à endossimbiose com os ancestrais dos cloroplastos.
 
 
 
Modelo “3”
Este modelo é o mais aceite, visto que consiste na junção dos pontos fortes das outras duas teorias.

 

 

 

 

Informação retirada de: http://www.resumos.net/files/2anobiologia.pdf

 

publicado por Soraia às 21:19
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

R. Sexuada vs R. Assexuada

Neste post apenas vou apresentar um quadro que sumaria algumas das vantagens e das desvantagens dos dois tipos de reprodução. 

 

publicado por Soraia às 23:06
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Ciclos de vida

Um ciclo de vida é uma sequência de acontecimentos que ocorrem na vida de um organismo, desde que se forma até que produz a sua própria descendência.

Uma das fases do ciclo de vida corresponde ao desenvolvimento desde o ovo até à formação de um ser adulto. A outra fase corresponde à reprodução, isto é, à formação de novos indivíduos, os quais transportam a informação genética dos progenitores, transferida através dos gâmetas.
 
 
Ciclo de vida Haplonte
Neste ciclo de vida a meiose ocorre imediatamente após a formação do ovo – meiose pós-zigótica. Isto faz com que a diplofase esteja limitada a uma célula (o ovo) e que todas as outras estruturas, incluindo o organismo adulto, pertençam à diplofase. Este ciclo de vida ocorre, por exemplo, na espirogira.
 
 
 
Ciclo de vida Diplonte
Neste ciclo a meiose ocorre antes da formação dos gâmetas – meiose pré-gamética. Este acontecimento determina que os gâmetas sejam as únicas células da haplofase e que todas as outras estruturas, incluindo o organismo adulto, pertençam à diplofase. Este ciclo de vida dá-se, por exemplo, no Homem.
 
 
Ciclo de vida Haplodiplonte
Neste ciclo de vida a meiose ocorre antes da formação dos esporos – meiose pré-espórica. A haplofase inicia-se com os esporos que, através de mitoses sucessivas, originam estruturas pluricelulares, os gametófitos, onde se formarão os gâmetas masculinos e femininos, anterozóides e oosferas respectivamente. Após a fecundação, o zigoto inicia a diplofase e origina uma entidade pluricelular diplóide, que na maioria das plantas é a planta adulta. Esta entidade constitui o esporófito que irá produzir, por divisão meiótica, os esporos. Neste ciclo de vida, além de uma alternância de fases nucleares (haplofase e diplofase), existe também uma alternância de gerações, a geração gametófita e a geração esporófita. Este ciclo de vida ocorre, por exemplo, no polipódio.
 
 
 
 
No seguinte vídeo, explica-se como ocorre o ciclo de vida de um ser haplodiplonte.
 
 
 
Actividades humanas
As actividades humanas interferem com os ciclos de vida dos seres vivos. Essas actividades podem alterar os ritmos de crescimento populacional, quer aumentando o crescimento das populações quer diminuindo os seus efectivos, muitas vezes a ponto de pôr em causa sua sobrevivência. As acções podem fazer-se em qualquer momento do ciclo de vida: sobre os adultos através da caça, da pesca e da agricultura; sobre as posturas e locais de nidificação através de alterações climáticas; diminuição da fertilidade de gâmetas devido a agentes químicos poluentes, destruição de habitats, entre outras.
 
 

 

publicado por Soraia às 22:52
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Reprodução sexuada nos animais

A fecundação consiste na união de dois gâmetas (ou células sexuais), um feminino e outro masculino, produzindo uma célula, o ovo ou zigoto, a partir da qual se desenvolve um novo ser vivo.
Nos organismos superiores, os gâmetas, que se formam por meiose, contêm metade do número normal de cromossomas da espécie a que pertencem. Durante a fecundação, com a ocorrência da fusão dos dois gâmetas e dos seus núcleos - cariogamia - o número de cromossomas característico da espécie é reposto.
A união dos gâmetas é feita ao acaso. Uma vez que cada célula diplóide dá origem a quatro gâmetas, cada gâmeta feminino pode ser fecundado por quatro gâmetas masculinos diferentes. A fecundação introduz, assim, variabilidade genética nas espécies.
A fecundação pode verificar-se fora do corpo (fecundação externa) ou no interior da fêmea (fecundação interna), como resultado da cópula.

 
Fecundação Externa
A fecundação externa ocorre em meio líquido, sendo frequente na maioria das espécies aquáticas ou em espécies em que a fecundação depende da presença de água. O macho e a fêmea libertam simultaneamente grandes quantidades de gâmetas na água, onde ocorre a fusão da célula masculina com a feminina. A fertilização externa é possível porque a água protege o ovo ou zigoto da desidratação. Muitas vezes o embrião é uma larva capaz de nadar e captar o seu próprio alimento.
 
 
Fecundação Interna
A fecundação interna é um mecanismo praticado pelos animais que se desenvolvem
a partir de um ovo com casca e rico em reservas nutritivas, ou por aqueles cujo embrião se desenvolve no interior do corpo materno. Alguns animais aquáticos têm fecundação interna. Em algumas espécies de tubarões e raias, a zona pélvica é especializada, permitindo a passagem do esperma para a fêmea, e na maior parte destes animais o embrião desenvolve-se internamente e nasce livre.
Na terra, a fecundação interna é uma necessidade, porque o esperma e os ovos desidratam-se rapidamente quando expostos ao ar. Muitas vezes os machos possuem um órgão copulador que permite a transferência do esperma para a fêmea. Répteis e aves desenvolvem-se a partir de ovos protegidos por casca. Nos mamíferos placentários, o embrião desenvolve-se no útero, onde recebe alimentos através da placenta.
 

As duas estratégias de reprodução que se encontram nos animais, o unissexualismo, em que os gâmetas femininos e masculinos são produzidos por indivíduos distintos, e o hermafroditismo, em que o mesmo indivíduo produz ambos os tipos de gâmetas, condicionam o tipo de fecundação. No unissexualismo a fecundação é cruzada, pois requer a intervenção de dois indivíduos e a fusão dos seus gâmetas. No hermafroditismo, pode ocorrer autofecundação (hermafroditismo suficiente), em que os gâmetas que dão origem ao ovo são produzidos pelo mesmo indivíduo, ou fecundação cruzada (hermafroditismo insuficiente), tal como no unissexualismo.
 
Retirado de:http://www.infopedia.pt/que_newsletter.jsp?id=32
publicado por Soraia às 22:45
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Reprodução sexuada e variabilidade genética

A meiose e a fecundação são muito importantes para os seres vivos que se reproduzem de forma sexuada, na medida em que contribui para o aumento da variabilidade genética das espécies.

Na meiose, a ocorrência dos sobrecruzamento ou crossing-over, que conduz à recombinação genética, bem como a separação ao acaso dos cromossomas homólogos durante a Anafase I, resultante da orientação aleatória dos pares de cromossomas homólogos na placa equatorial formada na Metafase I, são fenómenos que contribuem para o aumento da variabilidade genética.

 

 

Na fecundação a união ao acaso dos gâmetas (a junção ao acaso dos gâmetas feminino e masculino, com combinações genéticas diferentes, vai permitir novas e variadas associações de genes nos descendentes), permite que na reprodução sexuada se origine uma grande variedade de seres dentro da mesma espécie.
 
 
Assim, a meiose e a fecundação, para além de assegurarem a estabilidade do número de cromossomas próprio de cada espécie, de geração em geração, permite a possibilidade de ocorrência de novas recombinações genéticas, contribuindo para uma acentuada variabilidade de características da descendência produzida por reprodução sexuada.
publicado por Soraia às 22:33
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