Domingo, 10 de Maio de 2009

Notícia: Contaminação de Aquíferos

Aquíferos mediterrânicos contaminados

 

2007-08-13
 
A extracção de água dos aquíferos em quantidade superior à capacidade de estes se realimentarem está a provocar em toda a bacia mediterrânica o fenómeno da intrusão salina. Um dos casos mais graves é o do sul de Espanha, onde 60% dos aquíferos situados junto à costa estão já contaminados.
 
A entrada de água do mar para o espaço das reservas subterrâneas deixado vago pela extracção não-sustentada da água doce feita nas zonas litorais é documentada por um estudo europeu. Este assinala a Espanha como um dos casos mais graves no contexto dos países da bacia mediterrânica.
 
De acordo com um dos autores da pesquisa, a água doce que é contaminada por 5% de água do mar fica logo imprópria para uso humano e também para a agricultura. José Benavente Herrera, da Universidade de Granada, refere que cada aquífero deve ser estudado para se lhe aplicar uma solução, a qual pode passar, primeiro, por suspender as extracções e até pela injecção de mais água. O mesmo especialista considera que, perante situações destas, há que equacionar muito bem se podem ser feitas barragens a montante. Recorde-se que, em Portugal, o caso mais grave de salinização afecta aquíferos no Algarve.
 
 
Retirado de: http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=707029
publicado por Soraia às 03:32
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Reservatórios de água subterrânea - aquíferos

A água é o recurso mais utilizado no planeta. Quando a água doce, potável, não se encontra acessível à superfície, surge a necessidade de explorar os reservatórios subterrâneos – aquíferos.

 
A qualidade de um bom aquífero é definida por duas propriedades essenciais:
 
Porosidade – quantidade relativa do volume da rocha permeável, ou dos sedimentos, que é ocupada por poros;
 
 
Permeabilidade – facilidade com que uma rocha permeável se deixa atravessar por um fluido. A permeabilidade não decorre apenas da porosidade, mas, também do modo como se encontram organizados os poros da rocha.
 
 
Um bom aquífero possui elevada porosidade e elevada permeabilidade.
 
Num aquífero é possível considerar, num alinhamento vertical, duas zonas constituintes fundamentais:
 
Zona de aeração –equivale à região superior do aquífero. Aí, os poros das rochas estão ocupados, não apenas por água, mas também por ar. Esta zona está localizada entre a superfície e o nível freático da água;
 
Zona de saturação –corresponde à região onde as rochas, ou os sedimentos, possuem todos os seus poros preenchidos por água. Superiormente, é limitada pela zona de aeração, no seu nível inferior, é limitada por material geológico impermeável. A sua área superficial define o nível hidrostático.
 
Também é importante referir:
 
Nível hidroestático ou freático –é a profundidade a partir da qual aparece a água. Corresponde ao nível atingido pela água nos poços. Este nível é variável de região para região, e, na mesma região, varia ao longo do ano.
 
 
 
 
É através da zona de aeração que a água, por acção gravítica, se infiltra através dos poros das rochas ou se evapora a partir da sua parte mais superficial. Em situações de precipitação elevada, a quantidade de água infiltrada é superior à da água evaporada, o que determina uma maior acumulação de água na zona saturada, com consequente subida do nível hidrostático. Pelo contrário, em situações de seca, em que a quantidade de água evaporada é superior à infiltrada, ou em situações de sobreexploração do aquífero, a zona saturada diminui e o nível hidrostático desce.
 
 
Atendendo às características e localização dos aquíferos, é possível classificá-los como:
 
Aquífero cativo –limitado, no topo e na base, por material geológico impermeável. Quando cheio, a pressão da água é superior à pressão atmosférica;
 
Aquífero livre – aquífero limitado, no seu nível inferior por uma formação geológica impermeável, mas cujo topo é contíguo a uma formação permeável. A pressão superficial da água é equivalente à pressão atmosférica.
 
 
 
Quais as principais problemáticas associadas à exploração de aquíferos?
Os aquíferos encontram-se sujeitos a diversos tipos de poluição que, ao contaminar as suas águas, condiciona ou inviabiliza a sua utilização. Entre outras formas de poluição, destaca-se aquela resultante da lixiviação dos campos agrícolas, da actividade humana urbana, da actividade industrial e a poluição biológica (microbiana).
 
Outra problemática, igualmente acentuada, é a sobreexploração dos aquíferos. No litoral, a diminuição excessiva do nível freático da água leva á infiltração de água salgada nos aquíferos.
 
A qualidade dos aquíferos varia, igualmente, com factores intrínsecos ao sistema subterrâneo. O tipo de rochas que o envolve, o grau de alteração das mesmas, a localização das zonas de recarga e o gradiente geotérmico influenciam a composição mineralógica das águas subterrâneas.
 
 

 

publicado por Soraia às 03:25
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Recursos Minerais

Incluem numerosos materiais utilizados pelo Homem e que foram concentrados, muito lentamente, por uma variedade de processos geológicos. Os recursos minerais podem classificar-se em metálicos e não metálicos.

 

 
Metálicos
Os elementos químicos, como ferro, cobre, prata ou ouro, encontram-se distribuídos na crosta terrestre, fazendo parte da constituição de vários materiais em associações diversas com outros elementos.
O clarke representa a abundância média de um determinado elemento químico na crusta terrestre (em partes por milhão – p.p.m. ou g/t). Se a quantidade, num determinado local, for algumas vezes superior ao clarke, pode-se tratar de um jazido mineral. O mineral que é aproveitado designa-se minério. O mineral que é rejeitado designa-se ganga. Essa ganga traz, muitas vezes, problemas ambientais, pois é depositada em escombreiras (montes de ganga). Estes resíduos, por vezes, são arrastados pela chuva e pelo vento e contaminam os solos e as águas subterrâneas.
 
 
 
 
Não Metálicos
Correspondem sobretudo a rochas e a sedimentos, como as areias e as argilas. Relativamente aos sedimentos, a areia é usada na construção civil e na produção de betão. A argila é muito utilizada na cerâmica, produção de cimento, etc.
A utilização destes recursos é fundamental na construção civil. Em Portugal, a utilização das rochas tendeu a centrar-se nos recursos disponíveis em cada região.
 
 
publicado por Soraia às 02:13
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Notícia: Energias Renováveis

Cabo Verde: Quatro ilhas com 18 por cento energias renováveis em 2009

 
2008-04-24
 
Cidade da Praia, 24 Abr (Lusa) - O governo cabo-verdiano vai instalar, até 2009, parques eólicos nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boavista, que permitem gerar cerca de 28 megawatts (Mw) de potência, correspondentes a 18 por cento do total da produção energética.  
 
O director-geral de Energia, Abraão Lopes disse hoje que se trata de um grande projecto, que deverá começa a ser implementado já no segundo semestre deste ano. O responsável garantiu que o projecto já está em fase de lançamento de concurso, com financiamentos já garantidos. 
 
"Os investimentos são extremamente avultados, estamos a falar para as energias eólicas de cerca de um milhão e meio de euros por cada Mw instalado. O projecto já tem uma estimativa de cerca de 140 milhões de euros e há uma sociedade multinacional participada por cinco países europeus que vão co-financiar o projecto mas do ponto de vista da parceria público-privado", disse.  
 
Segundo Abraão Lopes, a conclusão do projecto irá repercutir-se na redução da factura energética em termos de importação de combustíveis, além de melhorar o impacto no meio ambiente.  
 
Este projecto de energias renováveis que foi anunciado hoje insere-se, de acordo com Abraão Lopes, numa aposta muito forte que o governo vai fazer nas energias renováveis, com o objectivo principal de reduzir a dependência de Cabo Verde em relação aos produtos petrolíferos. 
 
"Esta aposta irá passar primeiramente pelo desenvolvimento massivo das energias eólica, solar e também das ondas do mar. A situação a nível internacional está extremamente complicada, com o preço do petróleo a subir constantemente, e portanto é uma situação insustentável principalmente para as economias como a de Cabo Verde", avançou.  
O executivo cabo-verdiano prevê investimentos de cerca de 200 a 250 milhões de euros para superar os problemas energéticos do país. 
 
"O governo está a mobilizar principalmente parcerias público-privadas, e financiamentos junto das instituições internacionais como o Banco Mundial, o BAD ou o Banco Japonês para o desenvolvimento, e temos um leque de parceiros já identificados e acordos já assinados", afirmou. 
 
Prevê-se que até 2025 o país irá precisar de triplicar a capacidade energética instalada actualmente, passando de 80 Mw de potência energética instalada para cerca de 300 Mw. 
A conclusão é de um estudo sobre procura energética, apresentado hoje, pela empresa Simonsen Associados. 
 
"Estamos a falar de um crescimento exponencial em termos de necessidades energéticas que será consumida principalmente pelos grandes empreendimentos turísticos que estão a surgir nos quatro principais centros de consumo que são Santiago, São Vicente, Sal e Boavista", explicou Abraão Lopes.
 
 
Retirado de: http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=935548

 

publicado por Soraia às 02:07
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Recursos Energéticos

A exploração dos recursos geológicos é imprescindível na manutenção da qualidade de vida humana. Contudo, deve garantir-se uma exploração sustentada desses recursos, para que as gerações futuras possam usufruir, igualmente, dos mesmos. Nesta perspectiva, é necessário conhecer as reservas existentes, para os diversos recursos. A exploração das reservas de recursos não renováveis é problemática, sendo que a sua exploração não sustentada acelera o seu esgotamento.

 
 
Recursos renováveis e recursos não renováveis
Um aspecto importante a ter em conta quando se fala em recursos geológico é que são, geralmente, recursos não renováveis. Este tipo de recursos têm um processo de formação muito lento e, face às taxas diversas de consumo, rapidamente se esgotam, não sendo possível a sua renovação à escala da vida humana. Outros recursos geológicos, como, por exemplo, a água, podem ser repostos à medida que são consumidos, sendo, por isso, considerados recursos renováveis.
 
 
Recursos não renováveis
 
Combustíveis fósseis
Os combustíveis fósseis resultam de transformações da matéria orgânica, e podem ocorre na crusta terrestre sob três forma: petróleo bruto (líquido), carvão (sólido) e gás natural (gasoso). São a fonte energética mais comummente utilizada pelo Homem.
 
Vantagens: a matéria-prima pode ser utilizada em diversas aplicações, o que torna a sua exploração mais rentável; potencial energético relativamente elevado.
 
Desvantagens: à taxa de exploração actual, correspondem a recursos não renováveis; a sua utilização acarreta consequências ambientais:
 
- chuva ácida: os gases como dióxido de enxofre, resultantes da combustão destes materiais, interagem com a água atmosférica formando ácidos; estes ácidos promovem a destruição da vegetação, a acidificação dos solos e dos aquíferos, etc.
 
- efeito de estufa: o dióxido de carbono e outros gases (gases com efeito de estufa), libertados na utilização destes combustíveis, promovem o efeito de estufa. Decorrente do aumento do efeito de estufa surge o aquecimento global, com impactes negativos na Biosfera e na Geosfera.
 
 
 
 
Energia nuclear
A produção de energia nuclear baseia-se na fissão controlada do elemento urânio em reactores nucleares.
Esta reacção liberta grandes quantidades de energia sob a forma de calor: esse calor é utilizado na vaporização da água que, por sua vez, é usada para a produção de energia eléctrica.
 
Vantagens: grande potencial energético;
 
Desvantagens: elevado custo de construção e manutenção das centrais nucleares; o perigo da explosão ou derrame nuclear está associado a consequências catastróficas; produção de resíduos radioactivos perigosos difíceis de eliminar.
 
 
 
Recursos Renováveis
 
Energia Geotérmica
A energia geotérmica está directamente relacionada com o gradiente geotérmico do planeta e resulta da corrente contínua de calor proveniente do interior da Terra até à superfície, em locais de instabilidade tectónica. O aproveitamento desta energia implica a existência de um fluido capaz de efectuar as trocas de calor. A geotermia pode ser de baixa ou alta entalpia, sendo esta última (temperatura > 150 ºC) utilizada nas centrais geotérmicas.
 
Vantagens: energia renovável; não poluente; …
 
Desvantagens: só pode ser aproveitada em locais onde existam condições geotermais ideais.
 
 
 
Energia eólica
A tecnologia envolvida no aproveitamento deste tipo de energia é a forma de obtenção de energia que mais se tem desenvolvido nos últimos tempos.
 
Vantagens: pequena ocupação do solo; as pás podem ser instaladas junto de caminhos de fácil acesso;…
 
Desvantagens: o vento só é explorável a 20%, em média; é difícil integrar um aerogerador na paisagem; …
 
 
 
Energia hídrica
É a forma de energia renovável mais utilizada no Mundo, fornecendo 20% da energia gasta mundialmente.
 
Vantagens: a produção de electricidade é contínua; as barragens podem permitir regularizar os cursos de água; a energia produzida pode ser armazenada;…
 
Desvantagens: a construção de barragens obriga à inundação de grandes áreas, potencialmente ricas em fauna e flora, e obriga à deslocação de populações; pode existir risco de ruptura; a barragem perturba a vida dos peixes e das plantas aquáticas e terrestres envolventes.
 
 
 
Além das fontes energéticas referidas, outras podem ser consideradas, como a energia solar, a biomassa, biogás, ou até o hidrogénio.
 

 

publicado por Soraia às 01:56
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