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soraiabiogeo

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Durante o processo de crescimento de um organismo, as células, apesar de serem geneticamente iguais, vão sofrendo um processo de diferenciação celular que as torna morfologicamente diferentes e aptas ao desempenho de determinada função.

A diferenciação celular envolve a expressão de determinados genes e a inactivação de outros. Em cada célula, aproximadamente 5% dos seus genes estão transcritos e a ser traduzidos em sequências de proteínas, estando todos os outros inactivos. O controlo celular da diferenciação permite que os genes que se exprimem nas células de um tecido sejam diferentes dos que estão activos noutro tecido. Deste modo, as células de tecidos diferentes vão possuir proteínas que as tornam especializadas no desempenho de determinada função. Por exemplo, todas as células do organismo possuem os genes que controlam a síntese de anticorpos; no entanto, estes apenas são produzidos em determinados glóbulos brancos, onde esses genes estão activos. Em todos os outros tecidos a sua transcrição está bloqueada.
As células iniciais resultantes da divisão do ovo e certas células dos organismos adultos são indiferenciadas, podendo dar origem a células de qualquer um dos tecidos do organismo. A capacidade que as células indiferenciadas possuem de poder originar qualquer tipo de células diferenciadas, ou mesmo de originar um indivíduo, é conhecida por totipotência. Esta capacidade é actualmente utilizada em vários ramos da investigação biológica, em especial na cultura de tecidos, como forma de obter a partir das células indiferenciadas tecidos específicos, por exemplo: pele, músculo, nervo ou órgãos completos que possam ser utilizados em transplantes.
 
 

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